António Brito nasceu entre as serras do Açor e do Caramulo, no concelho de Tábua, distrito de Coimbra, em 1949.
Durante a juventude em Lisboa foi engraxador nas ruas, trepou andaimes nas obras e foi operário na oficina. Carregou injúrias e maus-tratos ao longo de horários que juntavam o dia e a noite, sonhando ser escritor e gente grande quando descobriu Ernest Hemingway.
Aos dezoito anos alistou-se na Força Aérea, nas Tropas Pára-quedistas, ansiando pelos aviões que o levariam para a liberdade dos grandes espaços, para descoberta de um mundo novo visto do alto.


Foi mobilizado para a guerra em Moçambique e participou em algumas das mais importantes operações militares da guerra colonial. Com dezanove anos já combatia em locais tão remotos como as florestas da serra Mapé, os pântanos do rio Rovuma, o planalto dos Macondes e o vale do rio Messalo, participando em algumas das mais importantes operações militares da guerra ultramarina.
Escreveu para jornais de Moçambique histórias de homens e guerra. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa e travou outros combates com armas de justiça e lei. Durante anos foi director e consultor de empresas multinacionais.
Em 2007, lançou o romance de estreia Olhos de caçador, baseado na vida aventurosa de Zé Fraga, contrabandista e passador de emigrantes na fronteira com Espanha, soldado e guerrilheiro em África. A sua rusticidade e coragem transformaram-no num líder, detestado e amado pelos homens do pelotão. O livro recebeu excelentes críticas e foi considerado uma das melhores obras em língua portuguesa sobre a Guerra Colonial.
Igualmente aclamado pela crítica, seguiu-se em 2009 o romance O céu não pode esperar, tendo sido considerado o mais belo livro do autor, uma história tecida ao longo de três séculos. Nela se cruzam a busca do sagrado e o amor infinito, a ciência Inca do Novo Mundo e o obscurantismo da Inquisição, a Restauração da Independência de Portugal e a herança judaica.
No início de 2012, publicou pela Porto Editora o primeiro volume da trilogia «SAGAL» – Um herói feito em África. Nascido num bordel, Sagal é um aventureiro do nosso tempo. É gravemente ferido a combater pela África do Sul como mercenário na guerra civil de Angola. Quando regressa, vive nas ruas de Lisboa como sem-abrigo, até ser levado para um mosteiro budista para se reabilitar. Espécie de herói maldito, possui no entanto uma ética e valores próprios baseados no confronto e na acção directa para solucionar os problemas de quem lhe paga.


Em finais de 2012 publica «SAGAL» – O profeta do fim, o segundo livro da trilogia SAGAL, inspirado na actuação criminosa das seitas religiosas, na sua ligação ao tráfico e a políticos corruptos. Neste livro, Sagal confronta-se com uma seita apocalíptica que faz interpretações obscuras da Bíblia, extorquindo avultadas somas em dinheiro a crentes fragilizados pelo temor divino e pelo sofrimento físico.
António Brito vive ancorado num princípio poderoso: LER E ESCREVER LIBERTA. Persegue-o o desejo antigo de escrever, narrar histórias de gente que luta para encontrar o seu lugar ao sol. Para ele o livro é ferramenta. A leitura é acção. Se ligarmos o livro e a leitura a um propósito de vida claro, o ser humano pode alcançar o progresso e a realização pessoal. António Brito é categórico, tudo o que conseguiu ao longo dos anos deve-o aos livros e às leituras. Há nele um desígnio de missionário: trabalhar para divulgar o livro e expandir a leitura, iluminar o caminho de quem anda a tropeçar na sombra.





