Autor de uma das obras mais importantes da literatura da guerra colonial

António Brito é autor de uma das obras mais importantes da literatura da guerra colonial, Olhos de Caçador, publicado em 2007, inegavelmente autobiográfico. Em 2012, deu-nos Sagal, Um Herói Feito em África, temos agora a infância, a juventude, uma guerra duríssima em Moçambique e Angola, a queda num abismo, a ressurreição com o prodígio de desmontar um negócio sórdido para matar um supermercado na Venda Nova. Acaba de sair nova edição no Clube do Autor, é bem merecido o regresso de António Brito, segue-se a justificação do aplauso.

Mário Beja Santos

Olhos de Caçador

O melhor livro que jamais se escreveu em língua portuguesa sobre a essência da guerra e a servidão do combatente.

José Manuel Barata Feyo, Jornalista/Escritor

Era bom que o “Sagal” fosse adaptado ao cinema

Estou a tomar conhecimento com a sua obra, e estou fascinado com ela, vou a meio de “Olhos de caçador” e terminei em 5 dias o “Sagal”. Vou ficar atento a seu próximo romance. Tudo que diz respeito à Guerra Colonial me interessa, perdi um grande amigo em Moçambique era eu um puto de 8 anos, e isso marcou-me imenso, tenho devorado tudo sobre essa guerra que se fez por lá, e teve aquele fim que todos sabemos. Era bom que o “Sagal” fosse adaptado ao cinema

João Manuel dos Santos Issa, Leitor

“Uma emotividade muito grande na escrita”

«António, grande livro “O céu não pode esperar”. Neste mistério, gostei muito da capacidade de prender o leitor à história até ao final, de conseguir articular várias histórias ao mesmo tempo em épocas diferentes, da descrição que me fez sorrir, denunciando a capacidade imaginativa do autor e o seu estilo cheio de criatividade e originalidade.

Deolinda Pinto, Pesquisadora do Novo Conhecimento

“Uma metáfora do país”

Trata-se de um grande romance com uma escrita espantosa que vai contra a corrente literária. Uma ideia fabulosa, uma metáfora do país. Parabéns.

Fernando Dacosta, Escritor/Jornalista

Nunca mais o larguei até acabar

Depois de pegar no livro “O céu não pode esperar”, nunca mais o larguei até acabar. Foi dos livros que li em menor espaço de tempo, tal foi o interesse que me despertou. Parabéns pela maneira excelente como escreve e como consegue prender a atenção do leitor. Um estilo impecável e natural, com rasgos de prosa exuberante e então uma imaginação fora do comum. Parecia-me que estava a ler o Código Da Vinci. Os limites da ciência ainda estão por descobrir, mas uma coisa é certa, num romance o que conta é mesmo a criatividade dos factos e depois conseguir bem como conseguir conjugar uma coisa com outra sem ferir dignidades, mas sempre na linha do imaginário possível e natural. Aquela velocidade descomunal da borboleta e o telefonema para despedir em paz a tal freira para o outro mundo encheu-me as medidas. Qualquer dia hei-de adquirir o outro para o ler, pois gostei imenso. Parabéns mais uma vez!

Serafim de Sousa,antigo capelão dos pára-quedistas em Nacala-Moçambique

Um documento fortíssimo e, como documento, muito bem escrito

Li e fiquei impressionada com o documento; acho que é um documento fortíssimo e, como documento, muito bem escrito. A linguagem é muitíssimo violenta, às vezes quase resvala um pouco para Emile Zola, mas depois agarra bem e volta para trás e não abusa; fica em consonância entre aquilo que quer dizer e a própria linguagem. Está muito bem abraçado, está muitíssimo bem. (…) Foi uma surpresa imensa.

Lídia Jorge – Programa Câmara Clara, RTP 2