No segundo episódio do podcast “O Abril de Sagal”, voltamos a cruzar duas frentes: os corredores fechados onde os capitães planeiam a Revolução e as selvas abertas de Moçambique, onde a guerra parece não ter fim.

Enquanto, em Lisboa, se preparam os encontros secretos que hão de fazer tombar o Estado Novo, Sagal vê os dias desfilar numa rotina de combates e silêncios. A guerra está a desgastá-lo. As palavras de apreço do comandante e a promessa de uma condecoração pouco lhe dizem. Como tantos outros, começa a perceber que o que se vive ali é um impasse – e que há qualquer coisa a mexer no continente.

Em Fevereiro de 1974, chega às mãos dos militares um livro que fará história: “Portugal e o Futuro”, do General Spínola. O impacto nas tropas é imediato. Também na mente de Sagal, a ideia de que algo está prestes a mudar começa a ganhar forma.

Este episódio desenha com precisão o momento em que tudo começou a mover-se. Não há marcha sem impulso. E não há revolução sem uma decisão íntima — a de não aceitar mais o que sempre foi imposto.

Se quiser ouvir toda a série, pode encontrar os quatro episódios de O Abril de Sagal no Spotify.

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