No terceiro episódio de “O Abril de Sagal”, chegamos ao momento em que a canção se tornou arma e as palavras conquistaram aquilo que as armas temiam não alcançar: a liberdade.

A Revolução do 25 de Abril de 1974 foi feita de vozes. Vozes que rasgaram a censura, que tomaram as ruas, que deram corpo ao sonho de mudança. Mais do que disparos, foram canções como “Grândola, Vila Morena” que anunciaram a madrugada nova.

Mas enquanto Lisboa ecoava esperança, a realidade em África permanecia diferente. No planalto dos Macondes, em Moçambique, Sagal continuava mergulhado na guerra. Os disparos eram reais, a censura apertava, e mesmo a notícia da Revolução lhe chegava como um sussurro proibido, rapidamente apagado das páginas dos jornais pela polícia política.

Neste episódio, vivemos o contraste brutal entre dois mundos: o da libertação em Lisboa e o da opressão ainda latente nas antigas colónias. Sagal, como tantos outros, experimenta a liberdade primeiro como incredulidade — e apenas depois como esperança.

Se quiser ouvir toda a série, pode encontrar os quatro episódios de O Abril de Sagal no Spotify.

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